ENTENDER A MENTE - Geshe Kelsang Gyatso - anotações de leitura
GYATSO, Geshe Kelsang. Entender a mente. - São Paulo: Tharpa Brasil, 2002
Por nos apreciarmos tanto, naturalmente sentimos que nossa
opinião é correta e melhor que a dos outros, e achamos difícil aceitar que
algumas de nossas posições possam estar equivocadas. A maioria das brigas e
guerras acontece porque cada facção considera que sua visão é superior à de
seus adversários. Sempre que nos agarramos estreitamente a um ponto de vista
equivocado, julgando-o correto e melhor que os demais, estamos adotando visões
falsas como supremas.
RAIVA:
Quem fica com raiva constantemente torna-se impopular e não consegue satisfazer seus desejos. Quando estamos de mau humor, somos tão desagradáveis que até os amigos mais íntimos procuram nos evitar. Usamos uma linguagem grosseira e ferina, agimos de maneira destrutiva e até violenta. Nossa sabedoria declina e perdemos nossa capacidade habitual de discriminar entre o certo e o errado. Nossas ações são imprudentes e, quando os amigos nos recomendam mais calma, não ouvimos seus conselhos. Em resumo, a raiva nos embrutece e descontrola, rouba nossa felicidade e perturba os outros. Refletindo sobre esses pontos, tomamos a firme decisão de não sentir raiva.
Nossa felicidade e sofrimento dependem da mente. p.11
Buddha ensinou que a mente tem o poder de criar todos os objetos agradáveis e desagradáveis. p.12
BENÇÃO: voto de felicidade e proteção divina.
Ajuda.
Transformação da mente de um estado negativo para um estado positivo, de um estado infeliz para um estado feliz, ou de um estado de fraqueza para um estado de força.
COMPAIXÃO: mente que não suporta o sofrimento dos outros e deseja que se libertem disso. p.308
Percepções errôneas anulam nosso julgamento e nos fazem enxergar o impuro como puro, o puro como impuro, o existente como inexistente e o inexistente como existente. Sob a influência de percepções errôneas, causas do inferno podem parecer confiáveis, e as da iluminação, algo sem sentido. p. 109
Todo o sofrimento nasce de ações negativas do corpo, fala e mente, que são por sua vez, causadas por percepções errôneas. p.111
FUNÇÃO DA SABEDORIA
A sabedoria serve para eliminar dúvidas e mal-entendidos e,
em particular, para afastar a ignorância. Se entendermos os benefícios de gerar
sabedoria, naturalmente nos empenharemos em obtê-la. O oposto de sabedoria é
ignorância.
Nada nos prejudica mais do que a ignorância; ela é a fonte
de
todos os nossos problemas e a causa raiz de todas as nossas
ações negativas de corpo, fala e mente. Não há maneira
melhor
de usar esta preciosa vida humana do que lutar para superar
nossa ignorância, e para fazer isso, devemos gerar sabedoria.
ENTENDER A MENTE, pág. 150
Devemos ser cuidadosos para distinguir entre apego e
amor. O amor é uma mente virtuosa, que só cria paz e felicidade;
o apego nunca é virtuoso e só causa dor e problemas.
ENTENDER A MENTE
RAIVA
Quem fica com raiva constantemente torna-se impopular
e não consegue satisfazer seus desejos. Quando estamos de
mau humor, somos tão desagradáveis que até os amigos mais
íntimos procuram nos evitar. Usamos uma linguagem grosseira
e ferina, agimos de maneira destrutiva e até violenta. Nossa sabedoria declina
e perdemos nossa capacidade habitual de discriminar entre o certo e o errado.
Nossas ações são imprudentes e, quando os amigos nos recomendam mais calma, não
ouvimos seus conselhos. Em resumo, a raiva nos embrutece e descontrola, rouba
nossa felicidade e perturba os outros. Refletindo sobre esses pontos, tomamos a
firme decisão de não sentir raiva.
FATORES MENTAIS CONTRAPRODUCENTES NA VIDA
Agressividade (violência) é a intensificação da raiva,
que se manifesta pelo desejo de ferir ou prejudicar os outros física ou
verbalmente.
Anticonscienciosidade é o fator mental que deseja se
envolver irrestritamente em ações não-virtuosas.
Antifé é o oposto da fé.
Autovigilância é o fator mental que, por ser incapaz
de distinguir entre falhas e não-falhas, nos leva a desenvolver falhas.
Avareza é o fator mental que, motivado por apego desejoso,
agarra-se firmemente às coisas e não deseja ser separado delas.
Desconsideração é o oposto da consideração.
Dissimulação é o fator mental que, motivado por apego
à riqueza ou à reputação, tem o desejo de ocultar dos outros nossos defeitos.
Distração é o fator mental que se desvia nossa
atenção ou concentração para qualquer objeto.
Esquecimento deludido é o fator mental que nos faz
esquecer de um objeto virtuoso.
Excitação mental é o fator mental que se desvia para
qualquer objeto de apego.
Falta de vergonha é o oposto do senso de vergonha.
Hipocrisia é o fator mental que, motivado por apego à
riqueza ou à reputação, pretende ter qualidades que, de fato, não se tem.
Inveja é o fator mental que sente desagrado ao observar
os prazeres, as virtudes ou a boa sorte dos outros.
Nocividade é o fator mental que deseja que os seres vivos
sofram.
Obtusidade é o fator mental que torna nosso corpo e
mente pesados e inflexíveis.
Preguiça é o fator mental que, motivado por apego a
prazeres ou ocupações mundanas, não gosta de atividades virtuosas.
Recusa é o fator mental que se nega a purificar ações
não-virtuosas e quebras de votos.
Ressentimento é o fator mental que mantém o continuum
da raiva sem esquecê-la e deseja retaliar.
Rispidez é o fator mental que, motivado por ressentimento
ou agressividade, tem o ímpeto de falar com aspereza e grosseria.
Vaidade é o fator mental deludido que observa nossa
própria beleza, riqueza ou demais qualidades e, preocupado apenas com isso, não
se interessa pelo desenvolvimento espiritual.
Adaptado de:
GYATSO, Geshe Kelsang. Entender a mente. - São Paulo: Tharpa
Brasil, 2002
P.290 - 291
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