PAPINEAU, David. Filosofia. - São Paulo: Publifolha, 2009
Todas as pessoas responsáveis precisam parar, pelo menos em algum momento da vida, para refletir se estão realmente agindo de modo correto. p.6
Ser. Existência. Realidade, são palavras que expressam a mesma idéia. p.10
PLATÃO - a capacidade humana de saber e a capacidade humana de amar são interdependentes: não podemos ter uma sem a outra. p,77almente reais são aquilo que chamou de 'formas': tipos de coisas ideais, eternas, imutáveis, que existem fora do mundo da experiência. As coisas cotidianas do mundo da experiência têm um grau menor de realidade: são apenas na medida em que 'participam' das formas.
ARISTÓTELES, rejeitou toda essa concepção, alegando que as coisas individuais (a que chamou de 'substâncias') são as realidades fundamentais. Sustentava que os indivíduos são entidades básicas. Segundo ele, as substâncias não dependem dos atributos; em vez disso, os atributos dependem de que as substâncias os possuam - assim, cores, formas e tamanhos não podem existir de modo independente de coisas que tenham essas cores, formas e tamanhos.
Essa noção de substância, o tipo mais fundamental de ser ou entidade, dominou a filosofia desde Aristóteles.p.11
SANIDADE E INSANIDADE
Segundo nossas noções normais, as pessoas sãs sabem o que
fazem, enquanto as pessoas insanas precisam de tratamento e podem não ser
responsáveis por seus atos. Mas essa descrição não esclarece o principal.
Afinal, o que exatamente é ser são ou insano?
O
termo "são" é inerentemente contrastante: não pode ser definido sem referência
a seu oposto. Hoje, raramente usamos o termo "insano" Em vez disso,
falamos em transtornos psiquiátricos e vemos essas alterações como doenças. A
maioria de nós considera a medicação da insanidade um avanço. Ela tira a culpa
daqueles que diagnosticamos como doentes mentais e pode oferecer novas opções
de tratamento. Mas a medicação também tem seus críticos: segundo alguns, na
verdade a divisão entre normal e patológico no domínio mental é construída
pelas culturas, e não descoberta pela ciência como faz crer o modelo médico. Os
defensores do modelo médico muitas vezes tentam mostrar que os transtornos
mentais são doenças identificando a base física subjacente aos sintomas
psicológicos. Por exemplo, os pesquisadores descobriram padrões anormais
distintivos na atividade cerebral de esquizofrênicos e pessoas com psicose maníaco-depressiva.
Mas há distúrbios psiquiátricos para os quais não foi encontrado nenhum
marcador físico distintivo, e, mesmo se houvesse um sintoma biológico para
todos os transtornas psiquiátricos, não poderíamos inferir que eles são
doenças, porque a diferença física, em si, não implica patologia. Se liberais e
conservado- res têm cérebro diferente, não se conclui que um desses grupo
esteja doente.
Uma
explicação alternativa de transtorno mental é a concepção construcionista
social, que atenta para a variabilidade cultural desses conceitos. Por exemplo,
na cultura ocidental tem havido um enorme aumento nos diagnósticos de
transtorno dissociativo de identidade, e um declínio radical nos de histeria.
Segundo os construcionistas sociais, a divisão entre sanidade e insanidade
reflete uma decisão de grupo cultural de valorizar certos traços psicológicos
em detrimento de outros. Um dos mais vivos defensores da visão construcionista
social é o psiquiatra Thomas Szasz (1920 – 2012). Ele afirma que os transtornos
mentais não podem literalmente ser formas de doença porque esta é definida em
termos de corpo. Como a maioria dos transtornos mentais não são patologias físicas,
o modelo médico não passa de uma metáfora. Szasz pensa que a metáfora da doença
é perigosa porque é usada para defender políticas que suprimem direitos de
pessoas consideradas insanas e para absolvê-las de responsabilidade quando
violam normas sociais. O filósofo francês Michel Foucault (1926 - 1984) também
defendeu uma visão construcionista social da insanidade e adverte que as
pessoas que julgamos insanas têm pontos de vista legítimos sobre o mundo, que
merecem ser ouvidos.
A
filósofa americana Susan Wolf (1952 - ) afirmou que a definição criminal de
insanidade talvez apresente vantagens tanto sobre a explicação construcionista
como sobre a médica. Ser criminalmente insano é, na verdade, ser incapaz de
entender coisas que outros entendem - em especial, o que se faz e o significado
moral dos próprios atos. Então, talvez os transtornos mentais num sentido mais
amplo seja algo assim. Suas vítimas têm uma compreensão menos acurada do mundo
que os outros: os esquizofrênicos ouvem vozes irreais, os depressivos consideram
seus esforços inúteis etc. Se a insanidade envolve erro sistemático, a sanidade
talvez seja só uma questão de ser capaz de entender o mundo mais ou menos como
ele realmente é.
Estritamente falando, a doença só pode afetar o corpo;
portanto, pode não haver doença mental.
Thomas Szasz, O Mito da Doença Mental
Fonte:
PAPINEAU,
David. Filosofia. São Paulo: Publifolha, 2009. p.69
PLATÃO, argumentou que as coisas fundamentais
Sócrates: humildade intelectual.
CONHECIMENTO: é a relação entre a mente e a realidade.
É muito restrito e serve principalmente para limitar nossas ambições na esfera do conhecimento. p.76
SENSO COMUM:
As habilidades que permitem que nos relacionemos socialmente e fornecem o conhecimento derivado do senso comum são em geral confiáveis. O que mais surpreende é que a ciência e outras atividades que estão além do senso comum repousam nas mesmas habilidades.
Embora o conhecimento científico possa ser obtido com mais cuidado que as convicções do senso comum (que incluem o bom senso), sua obtenção repousa em muitas das mesmas capacidades humanas fundamentais.
O senso comum é uma mescla das capacidades de coletar conhecimentos e de tomar decisões, junto com crenças aceitas, que permite às pessoas levar a vida diária.
PAPINEAU, David. Filosofia. - São Paulo: Publifolha, 2009. p.102
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