WEEKS, Marcus. Se liga na filosofia - anotações de leitura
WEEKS, Marcus. Se liga na filosofia. – 1.ed. – São Paulo: Globo, 2014
p.14 - Com frequência dizemos que sabemos algo quando na verdade estamos simplesmente aceitando as opiniões de terceiros ou uma explicação convencional. Para os filósofos, não basta aceitar que algo é verdadeiro, eles precisam ter boas razões para acreditar nisso, sustentadas por argumentos convincentes.
p.14 - Para conhecer algo, em vez de simplesmente acreditar que esse algo é verdade, é necessário usar a razão.
p.17 - 32 - ARISTÓTELES (384 a.C. – 322 a.C.) Filósofo grego
“Todos os homens, por natureza, desejam conhecer”.
JOHN LOCKE (1632 – 1704) Filósofo inglês
“O conhecimento de nenhum homem pode ir além da própria
experiência”.
IMMANUEL KANT (1724 – 1804) Filósofo alemão
“Apesar de querermos muito saber, sempre haverá coisas além
da nossa compreensão – coisas que simplesmente são incognoscíveis”.
p.18 - PLATÃO: "Tudo aquilo que engana parece libertar um encanto".
p.19 - Temos o poder do raciocínio, mas isso não nos dá o conhecimento - ele é o que usamos para dar sentido às informações que chegam a nós através dos nossos sentidos.
p.20 - O conhecimento vem do raciocínio
Apesar de parecer que entendemos o mundo a partir do que vemos , tocamos, saboreamos ou cheiramos, nossos sentidos não são perfeitos e nos dão uma idéia imperfeita da realidade. Mas temos a habilidade de usar o pensamento racional, como uma fonte mais confiável de conhecimento.
p.20 - Platão defendia que homens e mulheres têm o mesmo poder intelectual e deveriam receber a mesma educação.
p.21 - O raciocínio dá forma ao nosso conhecimento.
p.34 - PRAGMATISMO - acredita que o propósito da filosofia não é oferecer uma imagem verdadeira do universo, mas nos ajudar a viver nele de maneira prática.
p.35 - ACREDITE NA VERDADE
O universo não muda, mas aquilo que acreditamos ser
verdadeiro nele muda o tempo todo. Os filósofos do pragmatismo acham que se uma
crença é útil e nos ajuda a viver no universo, não importa que ela seja
verdadeira ou não.
p.36 - 37
FILOSOFIA E CONHECIMENTO NA PRÁTICA
O ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento, a epistemologia, tem ligações óbvias com a psicologia e o estudo de como percebemos o mundo ao nosso redor e como aprendemos a seu respeito. Ela também nos ajuda a tomar decisões práticas em questões sobre verdade e crença.
1] Vivendo e aprendendo
As teorias filosfóficas sobre como adquirimos o conhecimento - através do raciocínio ou da experiência - influenciaram o desenvolvimento da teoira do aprendizado na psicologia. Isso, por sua vez, formou a base das teorias modernas sobre educação, em especial em substituição do aprendizado por hábito [através da repetição] por métodos onde se põe a 'mão na massa'.
2] Dando sentido
A interação entre nossa mente e nossos sentidos é o principal campo de estudo da psicologia [cognitiva]. Elas nos ajuda a entender a forma como nossa mente dá sentido àquilo que nossos sentidos nos dizem, à percepção, e como às vezes eles são enganados - como, por exemplo, numa ilusão de ótica.
3] Ordem natural
A crença de Aristóteles de que todo o nosso conhecimento vem de nossa experiêmcia o levou a estudar o mundo natural em detalhe e, em seguida, organizar suas descobertas. Isso formou a base da taxonomia moderna, na qual os organismos são classificados em grupos como classe, ordem, família, gênero e espécie.
4] Inato ou adquirido
A ciência genética levantou a possibilidade de que parte do nosso comportamento se deve a fatores genéticos herdados, mais do que se pensava antes, reavidando o antigo debate entre 'inato versus adquirido'. Também tem sido sugerido que algumas habilidades são inatas, tais como a de adquirir e usar a linguagem.
5] Toda a verdade
Questões como conhecimento, crença e verdade têm uma relevância particular nos tribunais de justiça. Algumas pessoas ao testemunharem juram dizer a verdde, mas dizem apenas o que elas acreditam ser verdadeiro. Cabe ao tribunal decidir se a declaração de uma testemunha foi dada de boa - fé e se pode ou não ser acreditada.
6] A política certa
Em épocas de eleição, podemos avaliar as políticas de diferentes candidatos ao perguntar-lhes se elas são baseadas na experiência, num argumento racional, ou se são simplesmente ideológicas, baseadas numa fote crença. Podemos, assim votar bem informados.
P.62 - 63
A METAFÍSICA NA PRÁTICA
A metafísica é o ramo da filosofia que se ocupa com a natureza da existência, levantando questões a respeito do mundo ao nosso redor, as quais as ciências naturais tentam responder. Ela também examina a razão de nossa existência, que pode influenciar a maneira como vivemos nossa vida.
1] No começo
Os cientistas, assim como os filósofos antes deles, debateram se o universo sempre existiu. Teorias recentes, como a do Big Bang, sugerem que o universo teve um começo definido e que nada, nem mesmo o próprio tempo, existia antes disso.
2] Espaço e tempo
A ideia de que os átomos eram os blocos que construíram o universo foi proposta pela primeira vez pelos filósofos atomistas (Demócrito e Leucipo) da Grécia antiga (séc.V e VI a.C.). Estudos recentes na mecânica quântica sugerem que as partículas subatômicas podem se mover tanto para a frente quanto para trás no tempo e podem esatar em lugares diferentes no mesmo instante, fazendo com que seja possível, teoricamente, viajar no tempo.
3] A vida é assim
Nosso desejo de entender a natureza das coisas que existem fez surgir ciências como a física e a química, bem como as ciências biológicas, que estudam os seres vivos. A genética está bem próxima de explicar a própria vida, e os avanços na medicina tornaram possível até reparar genes e tratar doenças.
4] A vida na Terra
Existe uma enorme variedade de coisas no mundo, tanto vivas quanto inanimadas, A partir da tentativa de entender as razões de tão impressinante diversidade surgiu a ciência da Ecologia, que examina a interdependência de todos os seres vivos e seu ambiente.
5] O sentido da vida
Tratar da mortalidade e aparente falta de sentido de nossa existência pode ser traumático, mas os filósofos existencialistas também influenciaram ramos da psicoterapia que nos ajudam a assumir responsabilidade por nossas ações e achar um propósito para nossa vida.
6] Outros mundos
Quase tres quartos da população mundial têm uma crença religiosa, e a maioria acredita em alguma forma de mundo fora deste em que vivemos. Noções de vida após a morte, céu e inferno ou o acesso a outro mundo por meio de práticas religiosas com frequência moldam a maneira como as pessoas vivem.
A
sua mente é separada do seu corpo?
Minha mente... ...controla meu corpo.
Experimentamos
coisas com os nossos sentidos, mas também temos pensamentos e sentimentos que
são mentais, em vez de físicos. Alguns filósofos concluíram que temos uma mente
que não é feita de substância material e que existe independente de nosso corpo
físico. Outros argumentam que a mente é parte inerente do corpo.
É CERTO QUE SOU REALMENTE DISTINTO DO MEU CORPO
E POSSO EXISTIR SEM ELE.
RENE DESCARTES
Uma
mente independente
Na
tentativa de sustentar sua filosofia na única coisa de que ele não podia duvidar,
René Descartes chegou à conclusão de que poder a estar certo de sua existência
como um ser pensante - cogito ergo sum |"Penso, logo existo").
Seus
sentidos, ele percebeu, poderiam ser enganados, e já que os associava ao seu
corpo físico, ele concluiu que o ser que existia e pensava deveria ser independente
de seu corpo - uma mente sem substância material. Nosso corpo, adicionou, é
puramente físico e se comporta como uma máquina, ao passo que nossa mente é capaz
de pensar e raciocinar. Essa ideia de
que nossa mente e nosso corpo são duas coisas distintas conhecida como dualismo
mente-corpo, tem muito em comum com a noção religiosa de que temos uma alma. A
mente que Descartes descrevia, no entanto, é a esfera de nosso ser mental, e não
espiritual.
Um
encontro da mente com o corpo
O
grande problema em considerar a mente e o corpo como entidades separadas e distintas
que os dois obviamente interagem. Se o corpo fosse simplesmente uma máquina,
suas ações teriam que ser controladas pela mente. De forma similar, para a
mente experimentar s mundo exterior, ela tem que receber informação dos
sentidos. Para um filósofo aceitar o dualismo mente-corpo, o ponto óbvio de
conexão está no cérebro, e Descartes chegou a sugerir que a interface entre os
dois está na glândula pineal, a qual ele descreva como “a sede da alma".
Puxando
as cordinhas
René
Descartes comparava o corpo a uma máquina que era controlada por uma entidade
separada – a mente. A mente recebe informações dos sentidos por meio do cérebro
e as processa usando o raciocínio.
O
filósofo holandês Bento de Espinoza apresentou uma solução diferente para esse
problema. Ele propôs que em vez de consistirmos de um corpo físico e
A MENTE É PARTE DO
INTELECTO INFINITO DE DEUS
BENTO DE ESPINOZA
uma
mente não material, nós, e tudo no universo: somos feitos apenas de uma substância
material. Tal substância, no entanto, tem dois tipos distintos de propriedades
a física e a mental. Nesse “dualismo de propriedades", como ficou conhecido,
nosso corpo físico {e, pensava Espinoza, todas as coisas físicas - até mesmo as
rochas} também tem atributos não físicos, mas mentais. Para Espinoza, a ideia
tinha significado religioso, já que ele acreditava que essa sustância material
era Deus: Deus é o universo e tudo contido nele: tudo isso tem propriedades
mentais e físicas.
Fantasma
na máquina
Alguns
filósofos não aceitaram a ideia dualista de urna distinção entre o mental e o físico.
Especialmente
no século XX havia a sensação de que os eventos mentais poderiam ser explicados
em termos do funcionamento físico do cérebro, O filosofo inglês Gilbert Ryle
dispensou a ideia de uma mente separada do corpo ao dizer que podemos ser
enganados ao pensar que uma máquina tem uma mente consciente quando, na
verdade, ela está apenas fazendo aquilo para o qual foi desenhada. Tudo o que
vemos, defendia ele, é um “fantasma na máquina”. De forma similar, o que
Descartes considerava uma mente separada é, na verdade, uma parte integral de
nosso corpo físico - a forma como ele funciona e se comporta.
A psicologia evoluiu como uma ciência
com o propósito específico de estudar a mente.
FISICALISMO
Um grupo de filósofos chamados de fiscalistas
acredita que tudo o que existe no mundo pode ser explicado em termos físicos.
lsso não quer dizer que tudo tem uma substância física, mas que nossas experiências
mentais, por exemplo, podem ser explicadas em termos da fisiologia de nosso
cérebro ou da nossa disposição para certos tipos de comportamento. Mas os
eventos físicos, defendem eles, têm que ter causas físicas, e uma mente não
física não poderia ter efeito sobre o comportamento de nosso corpo físico.
Fonte:
WEEKS, Marcus. Se liga na Filosofia.
1ª. Ed. – São Paulo: Globo, 2014. p. 68 - 69
p.86 - 87
FILOSOFIA DA MENTE NA PRÁTICA
Filósofos levantaram questões fundamentais sobre nossa mente - o que ela é e como funciona - que foram posteriormente adotadas pelos psicólogos. Ideias filosóficas sobre a mente também mereceram alguma relevância no desenvolvimento de tecnologias como a ciência da computação e a robótica.
1] Bela diferença
As teorias filosóficas sobre o que nos fazer ser quem somos serviram de base para a pesquisa psicológica em vários aspectos de nossa mente capazes de nos tornar únicos - tais como os diferentes tipos de personalidade e níveis de inteligência e como desenvolvemos e mudamos psicologicamente conforme envelhecemos.
2] Experiência pessoal
Questões sobre consciência, autoconsciência e identidade, que sempre intrigaram os filósofos, também se tornaram um campo de estudo científico. Os neurocientistas agora conseguem ver a atividade em nosso cérebro e identificar padrões e conexões que podem ajudar a dar explicações sobre nossas experiências subjetivas.
3] Saúde mental
Distúrbios mentais como depressão ou ansiedade são com frequência tratados com a chamada 'cura pela fala' da psicoterapia, enquanto traumas como o luto podem ser ajudados por meio de aconselhamento. Tais técnicas se desenvolveram com base na filosofia da mente, que também é capaz de ajudar os pacientes a dar sentido a problemas mentais.
4] Corpo e alma
A filosofia oriental também influenciou as ideias modernas a respeito da mente. Exercícios como a ioga, tai-chi-chuam, e técnicas como a meditação - praticados na Índia e na China por séculos - têm sido adotados no ocidente, e muitos psicólogos concordam que podem ajudar a manter o bem-estar físico e mental.
5] Direitos animais
Tornou-se claro que a consciência não é única dos humanos e que os animais também têm uma mente - e podem, portanto, experimentar coisa de maneira não tão diferentes de nós. Saber que eles são capazes de sofrer tanto mental quanto fisicamente levou a um movimento que cobre um tratamento mais ético dos animais.
6] Inteligência artificial
Os computadores foram originalmente desenhados para desempenhar 'contas matemáticas' puramente mecânicas, porém agora são capazes de operações muito mais sofisticadas. Cada vez mais exigimos que eles 'pensem' como nós, e a ciência da inteligência artificial é baseada em ideias filosóficas e fisiológicas de como nossa mente funciona.
p.146 - 147
FILOSOFIA MORAL E POLÍTICA NA PRÁTICA
Talvez seja mais fácil ver a relevância da filosofia moral e política no mundo cotidiano do que a de qualquer outro ramo da filosofia. Decisões envolvendo o certo e o errado t^m que ser tomadas em qualquer área da vida, desde veredictos nos tribunais até nossas escolhas de estilo de vida pessoal.
1] Crime e castigo
O que a sociedade considera moralmente certo ou errado é refletido nas suas leis, e se aplica a justiça quando tais leis são violadas. A sociedade deve decidir uma sentença apropriada e se é o caso de punir, deter ou proteger o público. Ela também deve avaliar a moralidade de sentenças como a pena de morte.
2] Institutos de pesquisa
As leis que governam as sociedades democráticas são feitas pelos políticos eleitos para representar o povo. Mas esses representantes não conseguem ser especialistas em tudo e, para fazer julgamentos esclarecidos, precisam de apoio especializado. Os institutos de pesquisa, que cumprem o papel de grupos de conselheiros políticos, examinam a ética de determinada política e sua aplicação prática.
3] Experiências com animais
Os cientistas estão o tempo todo tentando encontrar tratamentos para doenças como o câncer. Alguns pesquisadores defendem que experiências com animais são necessárias para garantir que os remédios sejam seguros e que elas são justificadas pelos benefícios que trazem aos humanos. Mas os que defendem os direitos dos animais argumntam que isso é moralmente errado e que existem alternativas.
4] Distribuição da riqueza
A política econômica de um governo deveria garantir a prosperidade do Estado. Por meio de tributos e de programas de bem-estar social, o governo também decide como os recursos do país devem ser compratilhados - as contribuições e direitos de seus cidadãos. Com frequência, ele tem que buscar um equilíbrio entre criar riqueza e garantir a sua distribuição justa.
5] Equilibrando os negócios
Os diretores de uma companhia com frequência têm que tomar decisões difíceis. Sua principal preocupação é garantir que o negócio seja bem-sucedido e dê retorno para a companhia e seus acionistas. Mas eles também têm que pensar nos clientes, ao oferecer bons produtos ou serviços a um preço justo, e os direitos de seus trabalhadores, com um salário justo e boas condições de trabalho.
6] Direitos humanos
Em muitos países, os direitos dos cidadãos estão escritos na constituição, mas a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pelas Nações Unidas em 1948. Desde então ela foi assinada pela maioria dos países e se tornou uma lei internacional efetiva, apesar de estar sendo constantemente ampliada, para que novos direitos sejam reconhecidos.
7] Manutenção da paz
A maioria dos países esá representada em organizações como as Nações Unidas que discutem as relações globais, tentam resolver conflitos e decidem assuntos que dizem respeito a crimes de guerra. As forças de manutenção da paz podem ser usadas, porém muitas vezes se debate se é certo interferir nos assuntos internos de um país.
8] Guerra ao terror
Os governos ao redor do mundo têm respondido às ações terroristas aumentando as medidas de segurança. Em aeroportos e lugares públicos existem maiores restrições e monitoramento. Mas, com as câmeras de segurança em todos os lugares e o monitoramente da nossa atividade na internet, muitas pessoas se perguntam se essa perda de privacidade é proporcional à ameaça.
p.50 - EXISTIMOS TANTO NO TEMPO QUANTO NO ESPAÇO
O TEMPO DE NOSSA VIDA - Assim como estamos conscientes de nosso lugar no mundo físico – onde estamos em relação às outras coisas no universo, também estamos conscientes do nosso lugar no tempo. Definimos nossa existência por meio da passagem do tempo.
p.54 - A ciência não tem todas as respostas. Muitas das perguntas originais sobre o universo parecem ter sido respondidas pela ciência, e novas descobertas científicas explicam ainda mais sobre o mundo ao nosso redor. Parece, no entanto, que sempre há algo mais a ser descoberto, e talvez sempre haja algumas perguntas que a ciência não consiga responder.
p.55 - Buscamos o conhecimento através do método. Testando o conhecimento. Sempre que possível, os cientistas sujeitam as teorias a testes rigorosos. Se uma teoria falhar nesses testes de maneira repetida, ela terá que ser alterada ou substituída por uma melhor.
p.84 - Os egípcios antigos não tinham muita consideração pelo cérebro - eles acreditavam que o coração era a fonte da sabedoria.
p.104 - A NAVALHA DE OCKHAM
Guilherme de Okham achava que os filósofos tendiam a complicar emais as coisas. Ele defendia que, quando são oferecidas, várias especificações de peso igual, a explicação mais simples provavelmente pe a mais válida.
"É inútil fazer com mais o que pode se feito com menos. Corte todas as suposições desnecessárias". GUILHERME DE OCKHAM (1215 - 1347) - Monge e filósofo inglês
p.126
A REGRA DE OURO
No cerne de quase todo sistema de filosofia moral e da maioria das religiões existe uma versão da "regra de ouro", talvez mais conhecida pelo ditado "Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você". Ela corporifica o princípio da reciprocidade - de que devemos tratar os outros da forma que gostariamos de ser tratados - e se aplica tanto às intenções quanto aos resultados.
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